Isso sim é Nujazz de primeira qualidade. Nu jazz (também escrito nü-jazz ou NuJazz, é as vezes chamado de electronic jazz,electro-jazz, e-jazz, jazztronica, jazz house, phusion, “neo-jazz” e future jazz), é um termo surgido na década de 1990 para referenciar o gênero jazz misturado com outros elementos e estilos musicais, como o funk, soul music, electronic dance music, e outras improvisações livres.
Nu jazz é para o tradicional jazz o que o punk foi para o rock, com certeza. […] O som é o foco, não o entrosamento entre os músicos. É fazer o jazz divertido, novamente.
Aqui está uma pequena lista de indicações de livros, caso você deseje se aprofundar neste tema fascinante.
* Berendt, Joachim E. / Feather, Leonard e outros – História do jazz. São Paulo: Abril Cultural, 1981.
* Berendt, Joachim E. – O jazz do rag ao rock. São Paulo: Perspectiva, 1975. (Coleção Debates, vol. 109)
* Calado, Carlos – Jazz ao vivo. São Paulo: Perspectiva, 1989. (Coleção Debates, vol. 227)
* Calado, Carlos – O jazz como espetáculo. São Paulo: Perspectiva, 1990. (Coleção Debates, vol. 236)
* Collier, James L. – Jazz – A autêntica música americana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.
* Cook, Richard / Morton, Brian - The Penguin Guide to Jazz on CD. 5a. edição. Londres: Penguin, 2000.
* Erlich, Lillian – Jazz: Das raízes ao rock. São Paulo: Cultrix, 1977.
* Francis, André - Jazz. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
* Hobsbawm, Eric J. – História social do jazz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
* Holiday, Billie / William Dufty – Lady sings the blues: Uma autobiografia. São Paulo: Brasiliense, 1985.
* Jones, LeRoi – O jazz e sua influência na cultura americana. Rio de Janeiro: Record, 1967.
* Kirchner, Bill (ed.) – The Oxford Companion to Jazz. New York: Oxford University Press, 2000.
* Muggiati, Roberto - New Jazz: De volta para o futuro. São Paulo: Editora 34, 1999.
* Summerfield, Maurice J. - The Jazz Guitar – Its Evolution and Its Players. Ashley-Mark, 1980
O saxofonista Archie Shepp nasceu em Fort Lauderdale, Florida, no dia 24 de maio de 1937. O multitalentoso Shepp, também professor e dramaturgo, cresceu na Filadélfia e estudou literatura dramática na Faculdade de Goddard onde recebeu o bacharelado em 1959.
Conduzindo uma carreira dupla em New York, Shepp estava tocando sax-alto em bandas de dança ao mesmo tempo em que procurava um lugar no mundo do teatro. Por estar em New York, ele ficou sob a influência de John Coltrane. Daí optou pelo sax-tenor, passando a tocá-lo em vários grupos de jazz, principalmente aqueles que estavam identificados com o free-jazz.
As primeiras experiências profissionais incluíram trabalho com Cecil Taylor, de 1960 a 62. Foi co-líder junto com Bill Dixon de um quarteto (1962-63) e de 1963-64, com Don Cherry e John Tchicai no New York Contemporary Five. No seu grupo participaram entre outros, Roswell Rudd, Bobby Hutcherson, Joe Chambers, Phillips Barre, Beaver Harris e Grachan Moncur III.
Shepp se tornou professor da faculdade de S.U.N.Y. Buffalo, no departamento de estudos sobre os negros, de 1969-74, depois se transferiu para Universidade de Massachusetts em 1974. Em 1978, UMass o nomeou um professor associado. Shepp continuou gravando e viajando nos anos oitenta, passandondo muito do seu tempo na Europa.
Suas colaborações significativas incluem gravações com Niels-Henning Orsted Pedersen, Max Roach e Horace Parlan. O seu estilo continua combinando rastros de free-jazz com canções simples, tocando alternadamente no seu tenor, uivos e gritos agudos e interpretações melódicas adoráveis.
A influência de Duke Ellington no seu trabalho pode ser visto na presença de muitas canções de Ellington que estão gravadas nos álbuns de Shepp. Outra característica foi a inclusão de poesia em sua música, projetando a experiência negra na América.